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POESIA sempre EM LUTA

Se alguém te perguntar o que quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo.
Gravatar Um Poema, meus Amigos, é a gestão de pequenos consensos e muitas divergências.

Se quiseres escrever-me

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Trazem nos olhos as revoltas dos países colonizados

pólem salgado de palavras invulgares, salientes, 

reduzidas ao silêncio pelos negros tanques uníssonos,

agitadas na perturbação que desfila de vestes vermelhas,

quilómetros de medos explodindo nos protestos,

numa resistência heróica que sai à rua e denúncia.


 

Sacrifício em nome de ideais e nós calados, silêncios,

fechamos o mundo e ninguém quer ver e sentir, perceber,

o silêncio das minorias agitadas, punhos cerrados, razões,

mantidas na ordem pelo poder da bala, intimidação e sangue

e pelo brilho do ouro e do petróleo, apocalipse exultado,

que rasgam bandeiras e oliveiras, culturas e liberdades


 

À jorna cobramos os descampados de berços, forjados,

é lá que os desfiladeiros se apertam à passagem, sequestrados,

sem relatos e sem vítimas formais, tendências desviantes,

a brutalidade vive impregnada  nos instintos da violência

caixote do lixo das almas, réplicas humanas de répteis,

com a ficção transformada em desconhecida realidade.


 

Neste parágrafo interminável quem consegue conviver

pra lá da aparência das coisas que se dissolvem na morte?

FERNANDO MANUEL PEREIRA

3|Abril|2008 

 

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