1
algo novo voa rasteja sem resposta
viola o medo no meio da estrada viseja
na hora escura da vida varanda entre mundos
e um verso em branco que me escapa afugenta
o vento norte forte de cinzento acasalado
por entre vozes de crianças esfomeadas
feridas de soldados fugidos das guerras pintados
em longos beijos sem final passageiro anunciado
na assombrada pele benzida em cada poeta do mundo
2
nesta inválida coluna do triunfo excitação
plebeus e patrícios ajuramentados no canto voz imagem
como reza maná em bicos de aves de rapina em desfilada
reflexos de estrelas adormecidas conchas com outros mares
destruindo sinos acorrentados fecundados sem seios
nas sombras corpos vazios entre nós expelindo essências
roubando o silêncio do fogo sagrado não já eterno
passos sem vozes lamentos rasgando bandeiras pensamentos
lugares sem culto domesticados em secos silvados
3
para descobrir um caminho quantas letras são necessárias
neste labiríntico canto que vem da terra e é nosso?
29|MARÇO|2008
FERNANDO MANUEL PEREIRA

Do Melhor
Linkk
del.icio.us





Em qual mundo vivem as letras em que habitamos? Seu poema fez-me pensar sobre quantas dimensões e significados afastam cada sombra de poessoa.
Parabéns pelo bonito trabalho.
Viviane
30-03-2008 - 15:43:16 GMT 1
Thanks for comment. Return ever.
FMP
Fernando Manuel Pereira
03-04-2008 - 15:04:34 GMT 1