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POESIA sempre EM LUTA

Se alguém te perguntar o que quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo.
Gravatar Um Poema, meus Amigos, é a gestão de pequenos consensos e muitas divergências.

Se quiseres escrever-me

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espíritos sem descanso metralham florestas traídas

duas palavras sobre a guerrilha precavida previsível

escalada verbal tom de farsa imagens marcantes discursos

um habitante da aldeia na primeira fila das cadeiras

ao serviço dos mortos recupera pavimentos angústias

sem crematório o medo no parapeito feito para agradar

das janelas visíveis buracos no chão escondidos

uma carroça parada morada de exércitos envolvidos

outra geração a triplicar no som das granadas desmorona-se

 

escuto discuto o retorno religioso artistas ambulantes

do matemático orquestra a calcular entre uns e outros

o embrião do pensamento a completar o elenco

esguio e abundante incorporada ficção já se sabia ao que vinha

um colete salva-vidas sem cronologias lençóis brancos

dançam e saltam desarrumam carregantes montanhas

as esquinas de bicos onde o sol se esvai obsessões cénicas

em documentos de palavras e de obras adereços memórias

sem pensarem nos textos de amanhã um prédio nos subúrbios

 

do sonho difícil a resposta tem o outro lado da viagem

estamos a representar aldeia sem cadeiras chaminés

a água resiste à ditadura projectada mobilizada utopias

carestia de vida decorrem séculos em cartazes censurados

a voz vem do passado enfraquecida longa ausência

imortaliza ao vivo o início das novas canções silenciadas

iremos todos para o inferno podíamos fazer de alvo

pouco tempo antes de morrer pinto um auto-retrato

e para lá do retrato regressarei à hora das multidões

 

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FERNANDO MANUEL PEREIRA



(15Março2008)

Comentários(2) »

  1. A Emancipação da Tigresinha

    Luiz Domingos de Luna
    WWW.REVISTAAURORA.COM

    Na caverna do grito
    A pura opressão
    À serviço do cão
    Vida em conflito

    Corrente de aço
    Freio da civilização
    Da beleza – a punição
    Da suavidade - o pedaço

    Poder de coação
    Infligindo ao belo
    Um mundo em farelo
    Não tem emoção

    Força da maldade
    Criaste a ferida
    A gaiola trazida
    Leveza sem liberdade

    Passiva e paciente
    Um mundo a voar
    Na tela a quebrar
    A emoção consciente

    Planeta continuado
    Ao futuro povoar
    Nos grilhões a chorar
    O caminho trincado

    Semente da preservação
    Maltratada e dolorida
    Julgada e oprimida
    Não tem solução

    A Lutar no tempo
    Vencer o preconceito
    Um simples direito
    No véu do tormento

    Casa e guerra
    Que nunca termina
    Luta genuína
    O silêncio encerra

    Abri sutileza – a mordaça
    Deixa passar
    Precisa caminhar
    Liberdade da fumaça

    A dona do tempo
    Forma nova geração
    Para que opressão
    Tigresinha – O momento

    Luiz Domingos de Luna

  2. Gostaria de parabenizar a atitude maravilhosa pela postagem de minha poesia a Emancipação da Tigresinha, ao tempo em que, disponibilizo para os senhores o meu blog de poesias www.colunadomignos.blogspot.com
    Vez que, o unico objetivo de meus trabalhos postados no mundo on line é o engradecimento da epistemologia genética da humanidade para o bem.
    Parabéns!! Ao site maravilhoso e fiquem a vontadae para postagens de minhas poesias

    Fraternalmente,
    Luiz Domings de Luna

    Luiz Domingos de Luna

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