VELHOS SONHOS
ao Ricardo Cardoso, Coucence e radialista. Amigo.
1 . Como vês este mundo ainda não está completamente perdido há clareiras intocadas respiradas linhas de passagem para jangadas de nuvens feitas de passos entre cavernas eco de gritos alguns abraços gestos caminhos esquecidos desbravados um sonho tateado à beira d'um rio . 2 . onde as palavras ditas em tempo certo incerto sopram nas velas olhares distantes perpétuos agitam-se nos remos nos degraus em sintonia afastam adamastores riscos cortantes nas margens os filhos da puta sabem destas cumplicidades elogios à tona em espaço de redes de malha larga onde o absinto tece elucubrações de raízes nos fundilhos do além . 3 . No desjejum da esperança o fim da noite substitue a aurora inebria a melodia dança na realidade dos náufragos cúmplice atormenta enlouquecida das suas próprias sombras é o sentimento do mundo na despedida se não houve frutos valeu a semente pelas flores qualquer barulho é ensurdecedor . 4 . é pequena a sombra que se debruça em direcção ao sonho . FERNANDO MANUEL PEREIRA . 15 Janeiro 08

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Obrigado por ter visitado o meu blog.
Gostei imenso das suas poesias. Sabe bem lê-las. Um beijo.
Ilda Pereira
Alda Maria Pereira (Açores)
23-01-2008 - 12:38:51 GMT 1